Ajude mãe de filha com microcefalia que na fila do INSS, não tem comida em casa

Repercutiu essa semana uma reportagem da BBC News sobre o caso de mães de crianças vítimas do Zika Vírus na fila do INSS e como essas mulheres, que muitas vezes são abandonadas pelo parceiro, passam por dificuldades.

Uma das histórias que nos chamou atenção foi da jovem mãe Jéssica Paula Lima, de 26 anos, de Recife, Pernambuco.

A filha dela mais nova, Brenda, de 1 ano e 5 meses, não passa dos 7,3 quilos. Brenda tem microcefalia e outras alterações causadas pela síndrome.

Da última vez que levou a filha ao médico, no dia 12 de fevereiro, recebeu o alerta de que, se a menina não ganhasse peso até a próxima consulta, precisaria por uma sonda gástrica.

"Não tenho comida em casa. A médica disse que se não aumentar o peso um pouquinho, minha filha vai ter que ir para a sonda."

Brenda precisa de fraldas, leite especial e suplemento alimentar, que Jéssica já não tem dinheiro para comprar.

Para ajudar essa mãe, até que ela consiga o benefício, lançamos a sua vaquinha na VOAA.

 

Há um ano esperando o agendamento da perícia do INSS

Há um ano Jéssica deu entrada no Benefício de Prestação Continuada (BPC), para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, em uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social de Recife.

Nem perícia tinha ainda agendado. Com a repercussão da sua história, essa semana ela recebeu a ligação de que o exame estava agendado para o próximo dia 12 de março.

"Nem acredito", comemorou ela.

 

Renda da família é Bolsa Família de R$171

Jéssica vive com R$ 171 do Bolsa Família. Ela paga o aluguel de um quartinho que vive com a Brenda e mais um filho, Bryan, de 4 anos, no valor de R$ 100 e sobram R$ 71 para o restante do mês.

Segundo ela, o valor do benefício é o mesmo há três anos.

No caso de Jéssica, como nos da maioria das mães de crianças com a Síndrome Congênita do Zika, conciliar outras atividades é impossível: os cuidados com as crianças, que têm pouca ou nenhuma autonomia para atividades cotidianas, exigem dedicação em tempo integral, e a mãe quase sempre é sobrecarregada.

 

O filho de 4 anos tem autismo e também precisa de remédios de uso contínuo

Ela já tentou pedir o benefício do BPC para o filho, mas a solicitação foi negada. O filho mais velho, de 12 anos, mora com o pai, desempregado, de quem Jéssica se separou há um ano.

Vamos dar esse suporte para a Jéssica e seus filhos? Clique em CONTRIBUA para fazer a contribuição.

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Jéssica conseguiu sustentar a família e comprar uma casinha com o valor arrecadado. Confira o momento clicando aqui