Ajude Desintoxica SP atender mais dependentes químicos em situação de rua

Desde 2018, o  projeto Desintoxica SP do acupunturista Ramon Oliveira, 27 anos, vem transformado a vida de dependentes químicos que vivem em situação de rua em São Paulo. 

Com atendimento gratuito, mais de mil pessoas já foram beneficiadas pelo projeto. Ramon que começou tudo sozinho, apenas com um jaleco, suas agulhas e a vontade de ajudar o próximo, hoje conta com uma equipe multidisciplinar formada por especialistas como acupunturistas, enfermeiros, nutricionistas e muito mais. Todos voluntários.

“Existe uma epidemia de drogas, muito bem organizada, acontecendo na cidade. Minha ação teve início após meu questionamento a saúde pública e de como poderia ajudar essas pessoas com o meu trabalho”, disse.

O projeto ganhou repercussão após publicação no Razões há 4 meses, e, consequentemente, houve a necessidade de ampliar o atendimento. Atualmente, o Desintoxica SP atende em três pontos da cidade: Estação da Luz, Brás e Canindé em espaços disponibilizados pela prefeitura e instituições religiosas.

Porém, o Desintoxica SP se mantém de doações das pessoas e da disponibilidade dos voluntários. Com o intuito de estender esse trabalho, lançamos a sua vaquinha na VOAA. O valor arrecadado é para a compra de agulhas, algodão, macas e tatames.

“São mais de mil pessoas beneficiadas pelo projeto. Nosso objetivo agora é estruturar esses três ambulatórios com mais macas e consequentemente, dobrar o atendimento”, afirmou Ramon. 

Para vocês terem ideia, mil agulhas equivalem ao atendimento de 50 pessoas!

“O objetivo do trabalho é a reabilitação. São histórias de superação e de libertações de pessoas. Até então, não tenho apoio e sem perspectiva de apoio, do Estado de SP. Trata-se de uma ação totalmente independente, mas isso me faz acreditar que há esperança sim e por isso iniciamos esse financiamento coletivo”.

Acupunturista começou tudo sem ajuda do poder público

A técnica da acupuntura, que consiste na aplicação de finas agulhas em pontos específicos do corpo para tratar doenças, é originária da Medicina Tradicional Chinesa. No Brasil, a prática é reconhecida oficialmente há cerca de 20 anos e está disponível no SUS dentro do programa de Medicina Integrativa do Ministério da Saúde. Para exercer a profissão é necessária a formação em cursos de especialização.

Ramon tem 27 anos e trabalha com acupuntura há sete. Após experiência em clínicas particulares de reabilitação e hospitais psiquiátricos, ele decidiu levar a acupuntura para os locais em que não há a mesma estrutura.

“Eu era compulsivo alimentar, comia besteiras todos os dias. Fui ao acupunturista e ele disse que eu iria abandonar o vício por comida. Após 5 sessões, percebi que eu havia reduzido drasticamente o consumo de comida. Fiquei curioso sobre a técnica e comecei a estudar sobre medicina tradicional chinesa (MTC).”

Vamos contribuir com esse incrível projeto?

Dúvidas de como contribuir, ou qualquer outro questionamento? Nos mande WhatsApp clicando aqui.

Com o valor da vaquinha, o projeto realizou a compra de 4 macas, 20.000 agulhas, algodão, álcool, papel descartável., desenvolveram ficha de cadastro, e pré-atendimento com Anamnese. Clica aqui e veja como ficou!